Rebu – A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida

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O Futuro Chegou, por Rayanne Layssa 

Futuro é uma palavra que me dá ansiedade, o castelo que se forma na minha cabeça quando penso em futuro é gigante, me deixa sem dormir. Falo de um lugar bem pessoal, do meu futuro, por exemplo; quando penso como vou estar daqui a 10 anos, eu entro em pânico. A maneira mais eficaz que eu tenho pra controlar toda essa crise é começar a pensar no futuro a partir do presente. Entender que o futuro é agora, que ele já chegou, entender o que posso fazer com as ferramentas desse agora. É muito menos um papo de viver o presente e muito mais de observá-lo.

É pensando nesse Agora que eu quero compartilhar com vocês REBU– A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida, curta-metragem da diretora pernambucana Mayara Santana. Diretora e personagem, Mayara compartilha sua vida com o espectador através de um deboche de sua geração, repleto de prints, fotos guardadas em HD, memes, conversas antigas de MSN e vídeos do YouTube. Produzido para a Internet. Um documentário com playlist no Spotify (que eu escutei enquanto escrevia esse texto).

As crianças dos anos 2000 cresceram e agora contam suas histórias através de uma outra maneira de criar e compartilhar imagem.

Rebu é um filme do  presente, tanto pela forma, quanto pela trajetória “textão” de Mayara, que precisou abraçar as oportunidades no passado, no Loteamento Riacho de Prata “que era longe de tudo, mas o sonho da casa própria de quem sempre viveu no corre” pra no agora abrir seu coração sapatão pra uma auto reflexão sobre sua vida afetiva através de seus erros, amores, abusos e raivas.  O futuro já está acontecendo.

Rebu – A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida (Pernambuco, 2019, 21 min.)

Direção: Mayara Santana – mayara.santana.mas@gmail.com

Sinopse: Documentário em primeira pessoa que se propõe a investigar dentro da minha vivência sapatão as diversas performances de masculinidade, levando em conta meus três últimos relacionamentos e também com entrevistas com o homem com o qual eu cresci, Pedro Bala, meu pai. O filme pretende abordar com descontração, temáticas como o talento paquerador, flexibilidade com a verdade, relacionamento abusivo, irresponsabilidade afetiva, reprodução de machismo, impulsividade e romance. Temas que permeiam a vida dos dois personagens, mesmo que separados por um recorte geracional, cultural e de gênero.

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